O futuro dos JRPGs

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Re: O futuro dos JRPGs

Mensagem por Hazuki em 18/04/15, 01:28 pm

Do meu ponto de vista o gênero não entrou nesse declínio que muitos consideram. Ainda aprecio bastante os RPGs japoneses e o tenho como preferência principalmente por não ser íntimo aos ocidentais. Enquanto os JRPGs não tenham inundado os consoles de mesa da geração anterior, os portáteis como o DS receberam coisas maravilhosas e até mesmo lembrando épocas de ouro dos 16/32bits, como o Radianta Historia.

Esse declínio de um estilo e ascenção de outro deve ser uma opinião e percepção também dada a presença fixa dos "WRPGs" na 7ª geração, o que não ocorria tanto na 6ª e menos ainda nas gerações mais antigas. Talvez a chegada do Xbox, ou um console ocidental após anos de predominância japonesa, tenha ajudado nessa difusão, fazendo com que jogos como Elder Scrolls não ficassem mais presos nos PCs. Não estou querendo dizer que WRPGs são inferiores nem buscando uma desculpa pra isso, apenas ressaltando uma possível ideia errônea de que um estilo foi bem sucedido mais que o outro por simplesmente aportar em uma plataforma (consoles caseiros) cujo padrão era ver JRPGs.

Se as vendas não são mais aquilo, ou mesmo a qualidade, pode ser pela razão de que características japonesas não são mais tão bem vistas pelo lado de cá. Após jogar tanta coisa sem batalhas aleatórias por exemplo (japonesas mesmo), me acostumei e acho que ajuda mais na fluência do jogo, dando possibilidade de escolha ao jogador quanto a avançar ou lutar (não sendo algo a ser aceitoe ponto); isso quer dizer que não jogo mais clássicos ou mesmo descartaria um novo e bom título com batalhas aleatórias? Claro que não (eu amo Dragon Quest), mas prefiro a evolução ao modo atual.

Apesar de óbvio tem desenvolvedora japonesa que claramente continua desenvolvendo com o público japonês primeiramente em mente, mas quando o assunto é lançar os jogos pro lado de cá os caras precisam se preocupar quanto a aceitação desse tipo de conteúdo e consecutivamente em cobrir os gastos do desenvolvimento, como o caso de superproduções. E pensar na busca pelo sucesso entre culturas distintas não deve ser nem um pouco fácil, e aí surgem novas idéias que acabam gerando coisas maravilhosas como Xenoblade! Buscar inovação e sair do quadrado é algo imprescindível nesse mercado cheio de mesmices, seja em qualquer lugar do mundo.

Enfim, acabei me alongando e nem citei outros pontos. Mas o importante mesmo é termos bons jogos que nos agradem, seja lá de onde venham!
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Hazuki

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Re: O futuro dos JRPGs

Mensagem por xandemarx em 18/04/15, 06:39 pm

@Hazuki escreveu:Do meu ponto de vista o gênero não entrou nesse declínio que muitos consideram. Ainda aprecio bastante os RPGs japoneses e o tenho como preferência principalmente por não ser íntimo aos ocidentais. Enquanto os JRPGs não tenham inundado os consoles de mesa da geração anterior, os portáteis como o DS receberam coisas maravilhosas e até mesmo lembrando épocas de ouro dos 16/32bits, como o Radianta Historia.

Esse declínio de um estilo e ascenção de outro deve ser uma opinião e percepção também dada a presença fixa dos "WRPGs" na 7ª geração, o que não ocorria tanto na 6ª e menos ainda nas gerações mais antigas. Talvez a chegada do Xbox, ou um console ocidental após anos de predominância japonesa, tenha ajudado nessa difusão, fazendo com que jogos como Elder Scrolls não ficassem mais presos nos PCs. Não estou querendo dizer que WRPGs são inferiores nem buscando uma desculpa pra isso, apenas ressaltando uma possível ideia errônea de que um estilo foi bem sucedido mais que o outro por simplesmente aportar em uma plataforma (consoles caseiros) cujo padrão era ver JRPGs.

Se as vendas não são mais aquilo, ou mesmo a qualidade, pode ser pela razão de que características japonesas não são mais tão bem vistas pelo lado de cá. Após jogar tanta coisa sem batalhas aleatórias por exemplo (japonesas mesmo), me acostumei e acho que ajuda mais na fluência do jogo, dando possibilidade de escolha ao jogador quanto a avançar ou lutar (não sendo algo a ser aceitoe ponto); isso quer dizer que não jogo mais clássicos ou mesmo descartaria um novo e bom título com batalhas aleatórias? Claro que não (eu amo Dragon Quest), mas prefiro a evolução ao modo atual.

Apesar de óbvio tem desenvolvedora japonesa que claramente continua desenvolvendo com o público japonês primeiramente em mente, mas quando o assunto é lançar os jogos pro lado de cá os caras precisam se preocupar quanto a aceitação desse tipo de conteúdo e consecutivamente em cobrir os gastos do desenvolvimento, como o caso de superproduções. E pensar na busca pelo sucesso entre culturas distintas não deve ser nem um pouco fácil, e aí surgem novas idéias que acabam gerando coisas maravilhosas como Xenoblade! Buscar inovação e sair do quadrado é algo imprescindível nesse mercado cheio de mesmices, seja em qualquer lugar do mundo.

Enfim, acabei me alongando e nem citei outros pontos. Mas o importante mesmo é termos bons jogos que nos agradem, seja lá de onde venham!

Concordo em grau,gênero e numero com @Hazuki essa história de declínio é meio velhinha e claro que em termo de vendas, não dar para comparar JRPJ com WRPG, esse ultimo vem caindo muito no gosto do público em geral é claro que a ideia de mundo aberto é fascinante e encanta a maioria dos jogadores e enredos mais complexos do que crianças heróis que vão salvar mundo.Mas nos tivemos grande jogos JRPG e que venderam mais de 1.000.000 de copias como xenoblade, tales of xilia, final fantasy,Bravely Default é muito outros, que não são sucessos absolutos de venda, mas venderam bem e títulos como xenoblade mostrou que o JRPG pode ser mais dinâmico, mundo aberto e manter muitas das boas características do JRPG.
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Re: O futuro dos JRPGs

Mensagem por Daniel em 18/04/15, 10:30 pm

@Squall, acho que entendi o ponto que você quis trazer.
Acho a ideia do Kickstarter muito interessante às empresas que estão iniciando, e ela contribui muito para que não haja grandes perdas financeiras a estas empresas, como também, permite aos jogadores conhecer seu trabalho, e pelo que vi, em sua grande maioria, são projetos que visam o lançamento multiplataforma.

Acho bacana a ideia. As empresas grandes tem bastante espaço na mídia, então não seria tão interessante a elas, mas para os pequenos, sim.

Em termos da qualidade, não chego a ter uma opinião, hoje melhor formada.
Recentemente, comecei a jogar novamente os RPGs japoneses mais atuais, e tenho gostado bastante de alguns.
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Daniel

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Re: O futuro dos JRPGs

Mensagem por danthrash em 19/04/15, 12:58 pm

Eu vejo um problema relacionado ao poder aquisitivo do Brasileiro, os preços dos jogos ou consoles são bem acima de um salário mínimo, temos jogos é só procurar mas são caros e não conseguimos aplicar a mesma estratégia dos japoneses de comprar portateis e seus jogos.
E essa de FFXV ou a série da mesma está perdendo o rumo é sem razão, a mudanças no jogo são tentativas para melhorar, um amigo meu disse que em uma matéria o criador de FFVII falou que eles queriam criar um sistema de batalha parecido com a série Tales mas devido a limitação técnica do PS1 não foi possível.
Eu sinceramente não gostei da trilogia FFXIII mas teve pessoas que curtiram.
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