Atelier Totori - The Adventurer Of Arland

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Atelier Totori - The Adventurer Of Arland

Mensagem por hawk666 em 03/05/12, 02:52 am



Nome: Atelier Totori: The Adventurer of Arland
Produtora: Gust
Gênero: JRPG
Plataforma(s): Playstation 3
Versão analisada: Japonesa



As aventuras de Al e Ed...oh wait.


Da mesma produtora de Mana Khemia, Atelier Iris e Ar Tonelico, Atelier Totori: The Adventurer of Arland é o segundo jogo da franquia para Playstation 3, dando continuidade aos eventos de Atelier Rorona: The Alchemist of Arland, também para o console da Sony.



Fazendo ouro...?



Atelier Totori sofreu uma série de alterações e melhorias em relação ao título antecessor. Uma delas fica por conta do visual, passando de um semi-super-deformed de Rorona para uma modelagem mais fiel às artes conceituais do jogo.


Tecnicamente, Atelier Totori não sofreu muitas mudanças, continuando com o simples, mas limpo e bonito cel shaded. Elementos de física no jogo são precários, apresentando movimentação bem robótica dos personagens para os padrões atuais, além da persistência de vozes repetitivas e irritantes em alguns eventos específicos. Felizmente os problemas e defeitos não são numerosos ou muito chamativos, sendo facilmente esquecidos pela agradável e relaxante trilha sonora, composta em sua grande maioria por instrumentos de sopro, pela ambientação igualmente acalmante e pelo belo trabalho artístico da Gust.



Em busca da pedra filosofal...?


Atelier Totori, ao contrário de seu antecessor, que prezava por uma história descompromissada e bem humorada, dá mais atenção no quesito enredo, principalmente no desenvolvimento da protagonista que dá nome ao jogo. Apesar de não abandonar o humor maroto característico da Gust, o jogo apresenta uma narrativa mais séria e dramática, além de dar mais importância a personagens secundários.


Como um todo, Atelier Totori pode ser jogado sem a necessidade de conhecer Atelier Rorona. Mas, para quem quer saber mais sobre a história de Arland, entender algumas piadas e saber quais são os personagens que reaparecem mais velhos, precisará dar uma conferida no jogo anterior.


Em termos de personagens e ambientação o jogo está bem servido, com um elenco bem equilibrado entre figuras únicas e alguns clichês, com figurino, locais e acontecimentos que sinalizam um provável início da idade moderna.


Apesar dos pesares, o jogo mantém a marca da série em ter uma proposta diferente de "salvar o mundo" e derivados que os JRPGs costumam ter.



Criando um homunculo...!


Atelier Totori puxa mais para o lado da trilogia Iris da mesma franquia, ou seja, menos alquimia, mais partes "RPG", a começar pela estrutura básica do jogo. Se em Rorona o jogador era obrigado a cumprir os pedidos do reino, que eram em sua grande maioria criar ou coletar um item, em Totori será necessário subir o ranking de aventureira da personagem, no mínimo até a posição determinada pela guilda. Subir o ranking de Totori é a principal tarefa do jogo, pois além de dar continuidade a história, abre mais localidades para explorar. Mas, ao contrário do que aparenta ser no começo, isso estará longe de ser simples ou monótono - tudo influi em pontos na carteira, desde derrotar inimigos e criar itens por alquimia a descobrir novas áreas e monumentos especiais pelo mundo, por exemplo. Um interessante sistema que junta tarefas extras e obrigatórias e recompensa o jogador de forma útil ao completar qualquer uma delas.


O jogo continua com a mesma proposta de todo Atelier: um jogo "pacato" de criar itens, mas que é necessário administrar bem o tempo e recursos se quiser terminar o jogo e ter um bom desempenho. Para caçadores de um "perfect game", o título é também bastante desafiador, a ponto de fazer o jogador cronometrar ações, decorar itens e locais e saber liberar todos os eventos necessários para ter um jogo 100%.


A parte de alquimia continua simples e sem muitos segredos, mas bem ampla e completa: junte dois ou mais itens e crie um novo. Os itens podem variar, desde itens-chave e materiais para outros itens a remédios e bombas na hora das lutas.


O destaque na criação de itens vai para as especificações de cada material, que podem influenciar o produto final de diversas formas. Por exemplo, um material com característica "alegre" pode resultar em uma bomba que salta do bolso da personagem sozinho para explodir alguns inimigos, assim como um material de "excelente qualidade" pode deixar um remédio mais caro na hora de vender, ou até mesmo alterar seu efeito na hora de usá-lo.


As batalhas do jogo também foram melhoradas em relação ao seu antecessor, Atelier Rorona, resultando em um lutas por turno com inclusão de mais habilidades, melhor equilíbrio status e recursos e uma considerável apimentada na dificuldade geral, obrigando o jogador a escolher bem qual grupo levar para uma localidade específica afim de aproveitar suas características únicas. Em geral, o novo sistema é bem similar à trilogia Iris, ou mesmo a série Mana Khemia, mas um pouco mais simplificada e com características próprias.


O destaque negativo fica por conta das dungeons, que são em sua grande maioria simples demais. Apesar de ser compreensível, tendo em vista a proposta primária de "coleta de itens", é inegável que era possível ter calabouços e campos com um design melhor e proporcionar uma sensação melhor de aventura. Outro ponto desagradável fica para o sistema de organização e seleção de itens, que não é muito intuitivo e funcional, fazendo o jogador selecionar o que quer um por um quando na verdade é preciso selecionar tudo de uma vez, por exemplo.



Assando uma...torta.


Atelier Totori, como já dito, possui um sistema de progressão que anda lado a lado com extras e tarefas opcionais. Além dos pontos necessários pro rank, o jogador pode continuar sua jogatina atrás de mais e mais pontos, podendo liberar muitas localidades extras, itens raros e chefões que dão trabalho mesmo para personagens de equipamentos fortes e níveis avançados. Para o fator replay o jogo conta com mais de 10 finais diferentes e muitos eventos que dependem de certas circunstâncias e dias específicos para serem liberados, além dos troféus.



Criando um bom jogo


Atelier Totori: The Adventurer of Arland é a resposta às reclamações em relação ao primeiro game: um jogo que dá mais atenção à exploração e batalhas, mas que nem por isso deixa de lado o espírito da franquia, um jogo com um completo e viciante sistema de criação de itens.



Nota: 9


Review de Atelier Meruru


Texto postado originalmente no Jogador Pensante



Última edição por hawk666 em 08/05/12, 01:07 am, editado 1 vez(es)
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hawk666

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Re: Atelier Totori - The Adventurer Of Arland

Mensagem por djcoston em 03/05/12, 06:36 pm

Ainda tenho que jogar esse para terminar logo a série de Arland... Pelo visto esse já melhorou muito o sistema de batalha em relação ao seu antecessor! Smile
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djcoston

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