Seios, feministas e a sociedade do "sim ou não"

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Seios, feministas e a sociedade do "sim ou não"

Mensagem por hawk666 em 26/01/14, 11:17 pm


Após o início das ondas feministas no século XIX, o movimento vem, a cada dia, ganhando mais força e notoriedade, e as mulheres, o seu merecido espaço e direitos como cidadãs e seres humanos. Apesar do notável progresso, é inegável que ainda há muito a ser trabalhado no que se diz respeito à ideologia igualitária dos sexos. Infelizmente, independentemente das conquistas e dificuldades, existe a parcela de mulheres sem boas intenções, ou mesmo puramente extremistas, que se afastaram da filosofia original do movimento para obter benefício próprio, ou mesmo “dar o troco”, prejudicando e prolongando ainda mais a busca pelo fim das diferenças e injustiças. Com esse boom do feminismo e do “neofeminismo”, o mundo começou a mudar: mídia, leis, entretenimento…e sim, isso inclui os videogames.

Vamos analisar os dois mais recentes (e polêmicos) casos relacionados ao assunto:


O tamanho dos seios da feiticeira, personagem do jogo Dragon’s Crown
"Sorceress"


É fato que o tamanho dos atributos da personagem é desproporcional e que não agrada muita gente (homens incluvive), mas seria isso uma boa justificativa para gerar uma onda de revoltas e discussões sobre sexismo, de matérias extremistas, polêmicas e ofensivas como as do site Kotaku?

A princípio, a dicussão pode gerar argumentos como “e os personagens masculinos?” e derivados, mas isso, de longe, é o menor dos problemas. Julgar (ofender, pior ainda) um artista é o mesmo que por em pauta valores históricos e culturais (vide a arte barroca e seus traços exagerados para objetos e pessoas), é ferir a integridade do autor como ser humano, e principalmente, ser a porta de entrada para censura má aplicada e desenfreada, para preconceito cego e nocivo.

Vale lembrar que a “grandeza” é uma característica clássica não só barroca, como também da arte contemporânea voltada para o público oriental (mesmo que carregando outro sentido), envolvendo muito mais temas como escapismo e manutenção psicológico-social do público alvo do que culturais em si.

Claro, todos têm o direito de não gostar de alguma coisa, de se ofender com o que quiser. Da mesma forma que eu acho programas como BBB e Pânico na TV uma exposição de futilidade e má imagem da integridade feminina, outros podem achar a Sorceress igualmente um insulto pra sociedade. Mas para envolver assuntos delicados a história muda, pois é preciso muito mais do que “argumentos fortes” ou “opinião própria”, envolve muito mais do que “direitos”; envolve toda uma sociedade (de homens e mulheres), envolve todo um sistema a ser avalidade.

E o principal: “O jogo é bom?” Dragon’s Crown é simplesmente um dos melhores jogos de 2013, e um dos melhores Beat’em Ups de todos os tempos. A Sorceress ser como é não afeta em nada na jogabilidade, sendo ela tão boa personagem quanto qualquer um do elenco. A consistência do jogo em mecânicas e conteúdo só ajuda a confirmar: o título não apela em momento algum para a sexualidade; Não como aparenta, pelo menos. Ignorar uma simples artwork vale muito mais a pena que ignorar o game inteiro.

Mighty No. 9, o primeiro personagem transsexual dos games?
 
"Mighty No. 9"


Mighty Number 9 é o novo projeto de Keiji Inafune, criador de Megaman, em resposta aos pedidos de milhares de fãs por um novo jogo do robô azul. O projeto foi apresentado via Kickstarter, site que ajuda indies e pequenas empresas a arrecadar dinheiro dos próprios consumidores, em troca de benefícios como maior interatividade entre produtora/jogador e feedback imediato e mais ativo. A equipe de Inafune conseguiu arrecadar muito mais do que a meta principal e o projeto foi considerado um sucesso. Tudo andava conforme o esperado… até surgir Dina.

O caso completo pode ser encontrado nesse vídeo:




Resumo da ópera: Uma “nepote” na equipe de produção, que nunca jogou um Megaman sequer (declarando isso através de uma desmentida), resolveu tomar a “liberdade” de modificar a imagem de um protagonista já pronto, de um projeto que milhares de pessoas já tinham dado o seu dinheiro. Uma versão feminina do personagem sem perguntar pra nenhum doador se queriam, simplesmente porque…é preciso ter uma protagonista feminina em tudo. Assim como Crepúsculo, Harry Potter, Breaking Bad, O Hobbit. Só que não. Por fim, a “sugestão” de Dina foi recusada pela maioria dos colaboradores.

Mais uma vez, um exemplo que põe em debate a questão da liberdade de expressão artística/autoral (vamos ignorar o seríssimo caso de nepotismo que ocorreu, já que fugiria muito do tema desse artigo). Algumas vezes, o sexo do personagem não importa (vide vários jogos que permitem que o próprio jogador escolha seu gênero); Em outras, ser “ele” ou “ela” pode ser crucial para o que a obra quer passar para o consumidor; Em todos os casos, quem escolhe como será é ninguém mais que o próprio autor/criador, ou a maioria dos envolvidos. É clichê dizer, mas a utilização de qualquer força maior para distorcer algo, como foi mostrado, nos faz lembrar muito do regime fascista adotado por muitos países no século passado. Essa visão acaba ficando mais clara com essa obsessão cada vez maior em impor a imagem feminina em tudo, mesmo que isso não tenha a menor importância, diferença ou significado.


"Resident Evil 5"


Será que exemplos como esses serão cada vez mais constantes na indústria? Ou teremos apenas alguns casos isolados e momentâneos, como quando tivemos os protestos de grupos anti-racismo em relação a Resident Evil 5 e sua matança de zumbis negros?

O tamanho dos seios incomoda? Oras, o que seria crítica melhor para algum produtor do que não comprar seu produto? Em um mundo onde novelas, filmes e seriados de tevê aberta mostram coisa muito pior explicitamente, deixar de comprar algo é muito mais fácil, de controle muito maior.

Muito mais válido do que levantar debates por exemplos como esses, seria lutar para acabar com produtos que realmente prejudicam a imagem da mulher e mostram que o mundo ainda sofre com a submissão feminina, como o clássico exemplo do jogo japonês “Rapelay”, onde o jogador simulava ser um estuprador de garotas.


"Rapelay"


Além das diferenças, o que precisa mesmo ser combatido é essa sociedade do “sim ou não”: Não aceitar uma atitude não significa que você necessariamente faça o oposto dela, que você necessariamente odeie e vice-versa, por exemplo. Pensamentos assim, extremistas, acabam causando mais desordem do que os problemas em si, e isso vale para quaisquer coisas, não apenas para o assunto desse texto.

Toda luta é louvável quando a causa justifica suas ações. Caso contrário, ela se torna nociva, inclusive para quem abraça a idéia. Os games, pelo menos por enquanto, não representam essa causa para ninguém, então deixemos as “guerras” apenas para divertidas partidas multiplayer, sim?


"Let's just play!"
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Re: Seios, feministas e a sociedade do "sim ou não"

Mensagem por Krod em 27/01/14, 01:55 am

A maior parte desses feministas jornalistas enxergam misognia em qualquer coisa. Veja o vídeo que que esse cara fez, ele fala sobre uma jornalista feminista que escreveu um artigo comentando sobre o novo Lords Of Shadow 2, que supostamente o drácula sugar sangue de mulheres em uma cena era uma alusão a estupro, e que deveria ter a cena cortada.

Podiam pelo menos focar isso pra jogo realmente ofensivo, tipo o que rapelay foi. Ou melhor, vão se focar em merdas como 50 tons de cinza e crepúsculo, isso com certeza afeta um público muito maior de mulheres.

Virou a nova onda agora querer ficar na internet metendo comentério social em video games para ficar tentando ajustar ele ao seu gosto pessoal pois na sua mente qualquer coisa virou de agora em diante uma metáfora de algum tipo de desajuste ou erro social, e que todo mundo supostamente tem que te ouvir e se ajustar aos seus pedidos.

Eu nem estou falando mais sobre feminismo e etc, o que conta é que censura foi uma idiotice em várias partes da história. É só lembrar que apanhador no campo de centeio era proibido em vários colégios da America por ser um livro controverso.

Se em Dragon's Crown a feiticeira desse a bunda ou algo assim, pelo menos tinha o que reclamar. Fora isso ela é só um desenho.
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Re: Seios, feministas e a sociedade do "sim ou não"

Mensagem por Saint Rafael em 27/01/14, 06:56 am

Segura meu like então. 
Apoiado.
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Re: Seios, feministas e a sociedade do "sim ou não"

Mensagem por MrLinx em 27/01/14, 09:21 am

hawk666 escreveu:Além das diferenças, o que precisa mesmo ser combatido é essa sociedade do “sim ou não”: Não aceitar uma atitude não significa que você necessariamente faça o oposto dela, que você necessariamente odeie e vice-versa, por exemplo. Pensamentos assim, extremistas, acabam causando mais desordem do que os problemas em si, e isso vale para quaisquer coisas, não apenas para o assunto desse texto.

Concordo plenamente.

Hoje em dia há sempre esse extremismo em que muitas pessoas simplesmente por discordar de certo conteúdo, simplesmente não o respeitam e não  o analisam no aspecto geral. É como o caso de Dragon's Crown, onde se criticou duramente um artista por um único personagem, sendo que no contexto geral, que diferença e que ofensa essa imagem causaria ou causa a alguém?
E realmente chega a ser uma hipocrisia quando você por exemplo compara com outras mídias de entretenimento, como a TV que tem cenas explicitas até mesmo no "horário nobre".

O grande problema é  que a maioria das pessoas  vive na "lei do pendulo", em  que saem de um extremo e vão á outro, totalmente sem ponderar a real situação e sem nenhum equilíbrio.

Excelente texto Hawk.  
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Re: Seios, feministas e a sociedade do "sim ou não"

Mensagem por hawk666 em 27/01/14, 09:31 am

MrLinx escreveu:
hawk666 escreveu:Além das diferenças, o que precisa mesmo ser combatido é essa sociedade do “sim ou não”: Não aceitar uma atitude não significa que você necessariamente faça o oposto dela, que você necessariamente odeie e vice-versa, por exemplo. Pensamentos assim, extremistas, acabam causando mais desordem do que os problemas em si, e isso vale para quaisquer coisas, não apenas para o assunto desse texto.

Concordo plenamente.

Hoje em dia há sempre esse extremismo em que muitas pessoas simplesmente por discordar de certo conteúdo, simplesmente não o respeitam e não  o analisam no aspecto geral. É como o caso de Dragon's Crown, onde se criticou duramente um artista por um único personagem, sendo que no contexto geral, que diferença e que ofensa essa imagem causaria ou causa a alguém?
E realmente chega a ser uma hipocrisia quando você por exemplo compara com outras mídias de entretenimento, como a TV que tem cenas explicitas até mesmo no "horário nobre".

O grande problema é  que a maioria das pessoas  vive na "lei do pendulo", em  que saem de um extremo e vão á outro, totalmente sem ponderar a real situação e sem nenhum equilíbrio.

Excelente texto Hawk.  

Muito obrigado, Linx!

Esse problema é sério e é uma praga que assola a sociedade por um bom tempo, já. E é incrível como fica impregnado justamente nos assuntos mais polêmicos: Homossexualidade, racismo, feminismo...

Eu particularmente já cansei de tentar discutir com "neofeministas", pois é sempre a mesma coisa. Se você não concorda ou acha hipócrita a atitude delas, você é um machista-estuprador-bate em mulher-cantador de bundas na rua. Um dia hei de conhecer uma militante que faz juz ao movimento: que saiba absorver boas idéias e sugestões, que saiba reconhecer problemas internos da causa, que busque a tão comentada igualdade, e não um "degrau acima", e que saiba não generalizar, achando que 100% dos homens têm que pagar o pato de alguns idiotas.

Mas tá difícil.
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Re: Seios, feministas e a sociedade do "sim ou não"

Mensagem por MrLinx em 27/01/14, 10:16 am

hawk666 escreveu:
MrLinx escreveu:
hawk666 escreveu:Além das diferenças, o que precisa mesmo ser combatido é essa sociedade do “sim ou não”: Não aceitar uma atitude não significa que você necessariamente faça o oposto dela, que você necessariamente odeie e vice-versa, por exemplo. Pensamentos assim, extremistas, acabam causando mais desordem do que os problemas em si, e isso vale para quaisquer coisas, não apenas para o assunto desse texto.

Concordo plenamente.

Hoje em dia há sempre esse extremismo em que muitas pessoas simplesmente por discordar de certo conteúdo, simplesmente não o respeitam e não  o analisam no aspecto geral. É como o caso de Dragon's Crown, onde se criticou duramente um artista por um único personagem, sendo que no contexto geral, que diferença e que ofensa essa imagem causaria ou causa a alguém?
E realmente chega a ser uma hipocrisia quando você por exemplo compara com outras mídias de entretenimento, como a TV que tem cenas explicitas até mesmo no "horário nobre".

O grande problema é  que a maioria das pessoas  vive na "lei do pendulo", em  que saem de um extremo e vão á outro, totalmente sem ponderar a real situação e sem nenhum equilíbrio.

Excelente texto Hawk.  

Muito obrigado, Linx!

Esse problema é sério e é uma praga que assola a sociedade por um bom tempo, já. E é incrível como fica impregnado justamente nos assuntos mais polêmicos: Homossexualidade, racismo, feminismo...

Eu particularmente já cansei de tentar discutir com "neofeministas", pois é sempre a mesma coisa. Se você não concorda ou acha hipócrita a atitude delas, você é um machista-estuprador-bate em mulher-cantador de bundas na rua. Um dia hei de conhecer uma militante que faz juz ao movimento: que saiba absorver boas idéias e sugestões, que saiba reconhecer problemas internos da causa, que busque a tão comentada igualdade, e não um "degrau acima", e que saiba não generalizar, achando que 100% dos homens têm que pagar o pato de alguns idiotas.

Mas tá difícil.

Sim é muito complicado hoje em dia conseguir debater um assunto sem esses extremismos.
A sociedade em que vivemos nos rotula e nos "ensina" a rotular, então logo quando se discorda de certo ponto de vista você já é rotulado como contrário a toda aquela tese ou filosofia, sendo que a única coisa que se fez foi argumentar e não necessariamente discordou de tudo ou assumiu posição contrária, apenas não concordou com aquele ponto em questão. Isso também acontece de forma contrária em que as pessoas discordam de um ponto de vista ou algum aspecto e já rotulam aquilo como tal ou qual, sem pesquisar, analisar, argumentar e entender mais a fundo. É muito complicado debater certos assuntos hoje em dia... E o "neofeminismo" é um deles.

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Re: Seios, feministas e a sociedade do "sim ou não"

Mensagem por Akiha em 27/01/14, 01:13 pm

Antes de mais nada é complicado conversar sobre isso com homens, mas vou tentar ser clara, provavelmente não vou conseguir Laughing

bom, o que vejo em relação a vídeo games é uma imensa distorção social, algumas vezes preocupante, como é o caso de alguns jornalistas como esse da Kotaku e um outro caso recente que li na Nintendo official magazine, sobre isso, cujo jornalistas homens, afirmam serem feministas, e formulam textos como se soubessem o que ofende uma mulher, ou o pior o que ofende a imagem da mulher.

ainda existe segregação de garotas nos games, mas não é pelas coisas que a midia prega, os próprios jogadores segregam, ir em uma gamehouse é extremamente chato, parece que vc é algum tipo de "espécime raro", os jogos que são prediletos pro garotas são segregados também Laughing

mas voltando ao assunto, muitos desses jornalistas afirmam que a imagem da personagem ali em cima ofendia como as mulheres se enxergavam, achei o artigo da Kotaku extremamente nerd e ridículo, o sujeito está mais preocupado em como a sociedade vai enxergar ele do que realmente com a sacerdotisa ou a arte do jogo, ele se diz feminista depois, mas ele não é, ele apenas quer " I don't want them to perpetuate the ugly "boys' club" mentality" 

sem falar que alguns desses artigos como um que li sobre um jogo de 3ds na Nintendo Magazine, chega a ser ofensivo não apenas para mim mas para outras garotas certamente, quando ele fala que o jogo passa a imagem de que todas as mulheres precisam ser magras e bonitas e que isso era um traço irreal nas pessoas,você lê aquilo e fica tipo.... "oi?", mulheres querem ser magras e bonitas independentemente de como personagens de vídeo games parecem.

e outra, essa coisa de personagens com roupas sexy ou coisas assim não ofende ninguém, chega a ser engraçado ate as vezes, o que vejo é que em alguns países, sangue,mortes, balas, e coisas de extrema violência são "ok" na tv, mas personagens de vídeo game precisam ser censurados afinal, os jogadores não querem ser enxergados como "nerds feios que jogam vídeo game".

me poupem :O
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Re: Seios, feministas e a sociedade do "sim ou não"

Mensagem por Krod em 27/01/14, 01:33 pm

Vou fazer um resumo do que penso desse povo jornalista em uma imagem:

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Re: Seios, feministas e a sociedade do "sim ou não"

Mensagem por hawk666 em 27/01/14, 02:33 pm

Krod escreveu:Vou fazer um resumo do que penso desse povo jornalista em uma imagem:


Não entendi  No

Edit: Ah, agora caiu a ficha aueuhaeuaeuhaeuhaeuhaeuhae. Exatamente.
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Re: Seios, feministas e a sociedade do "sim ou não"

Mensagem por hawk666 em 27/01/14, 03:11 pm

Por isso gosto de artigos polêmicos: sempre aparece umas pérolas.

"Mateus Bertolini de Moraes Mano desculpe, mas o artigo é cheio de falhas.
O artigo inicia uma discussão sobre o feminismo muito raso pra sustentar um argumento que não convence. Fala sobre "neofeminismo" mas não caracteriza isso. Esquece de falar que os jogos são reflexo dessa sociedade, que é sim, sexista, racista... e outros "istas" mais. E a nossa responsabilidade enquanto criadores, designers, pensadores... jogamos no lixo e vamos na maré do "sempre foi assim"?! O próprio artigo aborda a indústria do entretenimento (TV, cinema...) como lugar de reprodução da discriminação mas esquece do lugar dos games hoje.
Vcs sabem melhor que todos os outros que os games são a bola da vez da indústria do entretenimento e essa é uma das maiores formadoras de opinião no mundo hoje. Não dá pra se colocar movimentos sociais que reivindicam direitos humanos como possíveis facistas do futuro. Isso é tiro no pé. Tem sim que haver críticas; não existe essa tal liberdade do artista/autor isenta; não existe essa falácia de liberdade de expressão irrestrita estadunidense sem haver um dever de resposta. Games são narrativas, são histórias contadas que moldam nossa forma de entender o mundo, principalmente para as gerações que passam grande parte do dia "ouvindo essas histórias". Games também são locais de reprodução de estereótipos, vide Max Pane, e uma equipe de pessoas irresponsáveis que não sabe diferenciar São Paulo, Rio de Janeiro e a floresta Amazônica... em que favela só serve pra tomar tiro. Tem sim de existir as vozes que discordam e isso não é facismo, isso é conflito sadio. Vamo desconstruir pra contruir."
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Re: Seios, feministas e a sociedade do "sim ou não"

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