A série de RPGs mais conhecida de todos os tempos...

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A série de RPGs mais conhecida de todos os tempos...

Mensagem por djcoston em 02/06/12, 05:05 pm




Final Fantasy (ファイナルファンタジー) é uma franquia criada por Hironobu Sakaguchi,
desenvolvida e detida pela Square Enix (antiga Square). A franquia possui como elementos
principais a série de jogos electrónico de interpretação de papéis, incluí também filmes,
animes, livros e outros elementos. A série começou em 1987 com o videojogo Final Fantasy,
produzido numa altura que a Square atravessava grandes dificuldades financeiras,
pelo que pensava tratar-se do seu último jogo. Contudo, o jogo foi um grande sucesso,
pelo que salvou a empresa da falência e deu início a uma série. Desde então, a série de
videojogos estendeu-se para outros géneros como role-playing game táctico, role-playing
game de acção, massively multiplayer online role-playing game, corrida e tiro em terceira pessoa.

Apesar da maioria dos títulos Final Fantasy terem enredos, lugares e elencos independentes,
eles possuem elementos em comum que definem a franquia. Alguns desses elementos passam
pela semelhança entre enredos, nomes das personagens e jogabilidade. Os enredos centram-se
num grupo de heróis que enfrentam um grande inimigo, enquanto as personagens aprendem a
lidar com os seus próprios conflitos internos e relações interpessoais. Os nomes das personagens
normalmente derivam da história, línguas e mitologias de culturas de todo o mundo.

A série tem sido comercialmente bem-sucedida, vendendo mais de 97 milhões de exemplares,
bem-recebida pela crítica e detém sete recordes do Guinness. A série é reconhecida pela sua
inovação, os gráficos, o uso de full motion videos, personagens foto-realistas, e a música
orquestrada da autoria de Nobuo Uematsu e outros compositores. Final Fantasy tem sido uma
força de inovação no mercado dos videojogos, influenciado a gestão da Square e a sua relação
com outras produtoras de jogos electrónicos. Também foi responsável pela introdução de vários
aspecto comuns em RPGs e é acreditada pela disseminação de RPGs nos mercados ocidentais.

Texto retirado do Wikipedia





Última edição por djcoston em 19/12/12, 09:49 pm, editado 3 vez(es)
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Final Fantasy I

Mensagem por djcoston em 02/06/12, 05:05 pm



Lançamento original:
18 dezembro de 1987
Plataformas:
Nintendo Enternainment System (1987)
MSX2 (1989)
WonderSwan Color (2000)
Playstation (2002)
Game Boy Advance (2004)
Mobile phone (2004)
PlayStation Portable (2007)
Wii Virtual Console (2009)
Playstation Network (2009)
iOS (2010)
Final Fantasy foi lançado originalmente para Famicom (conhecido como NES ou Nintendo-8 bits no ocidente) pela Square Co., Ltd. O primeiro jogo da série teve um time de desenvolvimento pequeno - o que era normal para a época - mas que se revelariam talentosos. Hironobu Sakaguchi foi o cabeça do projeto, que se inspirou em outros RPGs que fizeram sucesso na época, como Dragon Quest. A idéia deu tão certo que o jogo se transformou na série que perdura até os tempos atuais.

Apesar do nome Final Fantasy ser atribuído ao fato de ter sido uma última cartada da Square, que estava à beira da falência, o nome "Final" no começo não fora bem aceito pelos desenvolvedores. Um dos nomes cogitados seria Fighting Fantasy, mas por motivos de patente tiveram que optar por outra escolha. Mas o jogo deixou claro que de "Final" não tinha nada. Final Fantasy fez sucesso não só no Japão quanto nos Estados Unidos, que normalmente não se veem acostumados com RPGs orientais.

Nas últimas duas décadas, o jogo recebeu vários remakes e ports pra diversos sistemas, incluindo os computadores MSX e celulares. Algumas vezes acompanhado de seu sucessor Final Fantasy II, a compilação dos dois fora lançado para o próprio Famicom, Game Boy Advance e Playstation Portable. Seu port mais recente foi lançado como aplicativo para os sistemas iOS da Apple (iPhone, iPod Touch, iPad).



História______________________________________________________________________________________________

Spoiler:
O primeiro jogo da série apesar de ter uma história simples para nós hoje, na época foi uma evolução nos enredos de games, em uma época onde Mario Bros. era o sucesso do momento. O jogo tem como foco principal o surgimento dos quatro Light Warriors (Guerreiros da Luz) com o objetivo de restaurar os quatro cristais que garantem a estabilidade do planeta, como fora profetizado por Lukahn: "Quando escuridão velar o mundo, quatro Guerreiros da Luz devem vir. Se eles não conseguirem reunir os pedaços da luz, a escuridão irá consumir tudo. Os quatro Cristais nunca irão brilhar de novo...".

Os quatro protagonistas não possuem nenhuma personalidade podendo dar nomes livremente a eles. Chegando no reino de Cornelia, o rei pede para que salvem sua filha - a princesa Sarah - das mãos de Garland. No local do sequestro derrotam o espadachim traidor, que é salvo e enviado há 2000 anos atrás pelos quatro demônios que o corromperam. Ao chegar no passado, Garland manda os demônios ao futuro para causar o caos, criando um loop no tempo sem fim, garantindo a existência de Garland e as quatro bestas eternamente.

Tiamat é enviado há 400 anos antes do tempo atual da história, e quase extingue a civilização de Lufenia, se apoderando do Flying Fortress e do cristal do vento. Kraken chega 200 anos depois e afunda o templo de Onrac, possuindo o cristal da água. Lich e Kary (Marilith nos remakes) chegam anos mais tarde. Lich controla o cristal da terra, enquanto Kary toma o cristal do fogo para si. Assim o mundo entra em caos, os ventos morrem, os mares ficam enfurecidos, o solo apodrece, entre muitas outras catástrofes.

Gameplay______________________________________________________________________________________________

Como o jogo conta com personagens genéricos, você tem a liberdade de escolher entre seis classes para cada um dos quatro Light Warriors, havendo uma variação de 30 possibilidades para compor um time. Como era de costume na época, os personagens eram representados mais pelas suas habilidades em batalha do que por personalidades próprias. Cada classe possui uma característica que o difere das outras, fazendo com que o jogador crie táticas na escolha de seu time.

As seis classes são Fighter (nos remakes foi rebatizado como Warrior), Black Belt (posteriormente conhecido como Monk nos remakes), Thief, Black Mage, White Mage e Red Mage. Além disso, o jogo conta com uma quest opcional para evoluir as classes, permitindo a utilização de equipamentos e armas ainda mais poderosas. As seis classes evoluídas são Knight, Master, Ninja, Black Wizard, White Wizard e Red Wizard. Foi o primeiro sistema de jobs visto na série, ressurgindo em jogos futuros como em Final Fantasy III e em Final Fantasy V.

O sistema era composto por quatro modos de gameplay: mapa mundi, onde você viaja pelos continentes e oceanos do jogo; cidades ou dungeons, onde você poderia conversar com pessoas e encontrar itens em baús; batalha, cenário onde você combate com monstros e seus inimigos; e tela de menu, onde você poderia acessar o estado de cada personagem e seus itens por exemplo.

As batalhas em sua maioria são geradas aleatoriamente pelo mapa mundi ou dentro de cavernas, exceto as batalhas contra chefes. Ao contrário de Dragon Quest e Ultima que possuem batalhas um contra um, os quatro protagonistas de Final Fantasy podem confrontar até nove inimigos de uma vez. Outra diferença do jogo é a posição que os combatentes se apresentam na tela de batalha, em vez de visão em primeira pessoa com monstros frente a tela, em Final Fantasy temos os protagonistas aparecendo do lado direito e os monstros do lado esquerdo. Essa visão se tornou padrão pra muitos jogos de RPG a partir daí.

Desenvolvimento______________________________________________________________________________________________

Seguindo os moldes de Dragon Quest, Hironobu Sakaguchi deu sua súltima cartada para tirar a Square da lama, que até então só produzia jogos com fracassos de venda. A equipe era composta, além dele, por Yoshitaka Amano que se encarregou de criar o design dos personagens e monstros, Nobuo Uematsu compondo as músicas, Akitoshi Kawazu como co-designer, Nasir Gebeli como programador e Kenji Terada na produção dos cenários.

O jogo tornou-se a segunda franquia de RPG mais aclamada pelos japoneses, ficando atrás somente de sua própria inspiração: Dragon Quest da Enix. Com o sucesso de Dragon Quest em território norte-americano, lá lançado como Dragon Warrior, a Square decidiu seguir o embalo com o apoio de marketing da Nintendo. E assim foi feito, em 1990 a série estreia oficialmente no ocidente.

Final Fantasy foi o jogo mais refeito da série, ganhando remakes e ports que aumentaram significativamente seus gráficos e adição de extras para os fãs mais ferverosos. O primeirto port saiu para o MSX2 em 1989, sem muitas mudanças além de cores diferentes e mudanças nas batalhas aleatórias. Mas esta versão possui algumas limitações por ter sido lançado em disquete, havendo problemas com carregamento e saves.

Mais de uma década após seu lançamento, o jogo ganha um remake para Wonderswan Color, com direito a gráficos mais bem trabalhados, revisão do script, cenas novas, músicas novas e até um logo seguindo o padrão que surgiu a partir de Final Fantasy IV. Este remake serviu de base para uma compilação lançada em 2003 para Playstation, junto com seu sucessor Final Fantasy II, chamada Final Fantasy Origins. Os gráficos continuaram trabalhados, mas agora em maior resolução. As músicas tiveram uma qualidade muito superior usando a tecnologia de audio da Sony. Cenas em computação gráfica e uma seção de bestiário com informações e artes de cada monstro foram as adições mais significativas desta versão.

No ano seguinte, outra compilação com os dois primeiros games da série foi lançado para Game Boy Advance, chamado aqui no ocidente de Final Fantasy I & II Dawn of Souls. Apesar de esta versão não contar com as CGs avançadas da versão de Playstation, um longo extra foi adicionado chamado Soul of Chaos. Neste extra você poderia explorar quatro dungeons novas, cada uma homenageando um jogo diferente da série (Final Fantasy III, IV, V e VI). E a homenagem se dava no confronto com os chefes mais conhecidos de cada jogo como Gilgamesh de Final Fantasy V e Ultros de Final Fantasy VI.

Completando 20 anos da série, a Square-Enix decide então refazer mais uma vez o jogo de origem, dessa vez para o PSP. Final Fantasy 20th Anniversary Edition foi lançado em 2008 com gráficos em alta resolução e muito superiores a todas as outras versões lançadas até então, e um novo logo foi criado. Além do jogo contar com todos os extras das versões de Playstation One e Game Boy Advance, mais uma dungeon nova foi adicionada - The Labyrinth of Time - com uma dificuldade ainda maior e um novo super chefe de codinome Chronodia.

Sua ultima versão deu as caras nos aplicativos da Apple, bem parecida com a versão de PSP mas com algumas funções próprias para os aparelhos como jogabilidade à toque na tela e um Quick Save para você salvar o jogo em qualquer ponto que esteja ao receber uma ligação ou verificar a home, retornando no ponto salvo assim que voltar para o jogo.


Imagens de comparação


World Map:






Batalha:






Última edição por djcoston em 27/06/12, 01:35 pm, editado 9 vez(es)
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Final Fantasy II

Mensagem por djcoston em 02/06/12, 05:06 pm



Lançamento original:
17 dezembro de 1988
Plataformas:
Nintendo Enternainment System, WonderSwan Color, Playstation, Game Boy Advance e PSP.

Em um mundo
além do horizonte
O último pedaço de paz estava
para terminar
O imperio de Palakia
começou a consquistar o mundo
invocando demonios.
... 4 jovens de Fin
perderam suas famílias...
E tentam escapar
da perseguição dos inimigos....

A mesma equipe do primeiro faz o segundo jogo e melhora a caracterização dos personagens, dando falas exclusivas e personalidades para cada um deles alem de um roteiro um pouco mais complexo que o primeiro. A idéia de lançar Final Fantasy II nos EUA em 1991 foi cogitada, e um cartucho protótipo foi feito para o jogo totalmente traduzido, no entanto, o projeto foi cancelado para dar chances ao mais novo Final Fantasy da época (Final Fantasy IV). FFII teria o subtitulo de “Dark Shadow over Palakia”. Dizem que o que teria ocorrido era um desentendimento com a Square dos EUA, e isso teria também influenciado o “não” lançamento de Final Fantasy III para o ocidente. O jogo nunca foi lançado fora da Ásia na sua forma original. Vários “remakes” foram feitos, para GBA, Sony Playstation entre outros e só em 2003 o jogo veio para o ocidente através dos remakes. FFII também ganhou uma versão para o Family Computer Disk System mas não foi licenciada pela Square.

Final Fantasy II começou a se firmar com uma história cada vez mais bem trabalhada, personagens marcantes, e também por ter sido o primeiro a implantar elementos que depois nós veríamos em todos os Final Fantasy, como Chocobos, e um personagem de nome Cid. Inovou pelo fato de não possuir level, os personagens evoluíam através de um sistema diferente, onde quanto mais você usa sua espada, mais você ganha força. Para alguns um sistema irritante, e cansativo, mas muito inovador. Tem gente que até hoje pensa que Final Fantasy X foi o primeiro a não ter level. Um sistema semelhante a esse de FFII foi adotado na série SaGa da Square. Esse jogo foi na realidade desenvolvido por Akitoshi Kawazu, criador da série SaGa.

Por causa da popularidade de Final Fantasy durante os anos 90, Final Fantasy II foi um dos primeiros jogos a ter tradução feita por fãs da série pelo grupo NeoDemi Force.

Firion, Gus, Maria e Leon são quatro personagens principais que agora passam a ter não só nome, mas uma história própria. Em sua vila, onde os quatro moravam, inclusive seus familiares, todos foram mortos pelo império de Palamecia. Hilda, rainha do reino de Altair, resgata os heróis e se junta ao grupo na empreitada de vingar a morte de seus pais. O jogo não virou apenas uma luta entre os impérios, mas uma busca pelo irmão desaparecido de Maria (Leon), que sumiu logo após eles fugirem do ataque do império de Palamecia. No final de sua jornada, os heróis derrotam o Imperador mas notam que ele ressurgiu do submundo como o comandante do Inferno..

Além do sistema de evolução de personagens, Final Fantasy II contava também com outro sistema inovador, o de palavras-chave. Com ele você tinha que decorar algumas palavras especificas e usá-las sabiamente em algum momento da história em busca de cumprirem objetivos.


Última edição por djcoston em 27/06/12, 01:42 pm, editado 3 vez(es)
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Final Fantasy III

Mensagem por djcoston em 02/06/12, 05:06 pm



Lançamento original:
27 de abril de 1990
Plataformas:
Nintendo Enternainment System e Nintendo DS.

Ainda produzido pela mesma equipe, FFIII trás novamente a história de quatro jovens como base do roteiro principal. Final Fantasy III foi o primeiro a implantar um sistema jobs aperfeiçoado e mais complexo que em FFI. Foi um dos maiores rpgs lançados para o “Nintendinho” e um dos FF mais conceituados no oriente. Ele lançou vários elementos conhecidos na série como as Summons, Fat Chocobo e Moogles. O jogo nunca teve uma versão americana, em 2005 a Square-Enix anunciou estar fazendo um remake de Final Fantasy III para o portátil da Nintendo, o Nintendo DS, mas nada foi dito sobre uma versão americana. O presidente da Square afirmou que já havia planos de lançar um remake dessa versão, mas por várias complicações isso nunca foi feito.

Uma das complicações referidas foi na versão para WonderSwan Color, pouco conhecido aqui no ocidente, mas era um portátil da Bandai. O jogo começou a ser produzido para o portátil, mas devido à própria morte do console, o lançamento nunca ocorreu, ainda assim a Bandai queria que a Square o lançasse. Muito mais tarde a Nintendo queria uma versão de FFIII para o Game Boy Advance, mas a Square tinha projetos demais na fila.

Em 1999 Final Fantasy III teve uma tradução não oficial para o inglês por Neill Corlett e Alex W. Jackson.

A versão para Nintendo DS será lançada em 2006, o produtor executivo de Final Fantasy XI está cuidando do projeto, e membros da “staff” original estão juntos, como Kazuhiko Aoki e Koichi Ishii estão supervisionando o projeto para que o jogo fique com os padrões do original. O jogo será totalmente em 3D, será o primeiro “remake de verdade” que um Final Fantasy recebe. No entanto, ao que parece, os cenários serão iguais ao original, só transportados para o 3D. Akihiko Yoshioda é quem está por trás do “character design”, agora os personagens serão 3 homens e uma mulher. Os nomes que se tem noticia são: Lunes, Alku Lefia e Ingus. Todos os personagens terão nova personalidade e também uma nova história, no entanto, a história principal do jogo não será mudada.

Há muitos anos Noah, um arquimago muito poderoso concedeu suas técnicas para três jovens estudantes. A Dorga ele concedeu o reino da magia, a Unne o reino dos sonhos e a Zande o reino dos humanos. No entanto, o poder se tornou a cegueira de Zande que passou a desejar dominar os três reinos.
Muitos anos depois, quatro heróis por brincadeira foram parar no Templo do Cristal de Vento. Em meio a esse fenômeno, os jovens guerreiros conhecem a história de Noah e encontram uma feiticeira chamada Elia. Juntos, são incumbidos de restabelecer o equilíbrio entre o bem e o mal e acabar com o terrível Zande.

Eles combatem o mal no mundo e descobrem que o continente voador onde vivem é apenas uma pequena parte de um planeta submerso em água. Com a ajuda da feiticeira Elia e o cristal da água, eles salvam o mundo e viajam até a torre de cristal.
Lá eles lutam contra o feiticeiro Zande, supostamente a fonte do mal no mundo. Só que ao derrotá-lo, eles são atacados e vencidos pela Nuvem da Escuridão. Eles seguem essa entidade demoníaca até o Mundo Negro, onde devem combater os quatro cavaleiros negros: cópias malvadas deles mesmos - para então enfrentar a perversa entidade.

Alguns jogos da Square fazem referencias a FFIII. Como “Chocobo Racing” que usa varias musicas do jogo, incluso a abertura e FFIX que tem itens especiais chamados ”Doga`s Artifact” e “Une`s Mirror”.


Última edição por djcoston em 02/06/12, 05:48 pm, editado 2 vez(es)
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Final Fantasy IV

Mensagem por djcoston em 02/06/12, 05:06 pm



Lançamento original:
19 de abril de 1991
Plataformas:
Super Nintendo, WonderSwan Color, Playstation, Game Boy Advance, Nintendo Wiiware e PSP

Inicialmente FFIV era para ser desenvolvido para o Nintendinho, mas veio para os 16 bits devido a insistência da Nintendo. Aqui Hiromichi Takada sai da direção e entra Yoshinori Kitase.

Final Fantasy IV marca muitas novas coisas na série Final Fantasy, começando pelos personagens cada vez mais trabalhados, e também pela capacidade do novo console de 16-bits. As múscas de Nobuo Uematsu em FFIV são consideras as melhores por muitos fãs e críticos.

A história fica mais focada no enredo que aumenta mais em profundidade e drama.

O sistema de jogo muda completamente, e é adicionado o famoso Active Time Battle System (ATB). Que ficaria então famoso e usado em praticamente todos os outros FFs, e copiado até mesmo por muitos outros RPGs. O sistema de habilidade é considerado um dos mais simples de toda a série. Final Fantasy IV é um jogo bastante linear na maior parte do tempo, você só chega no fim por um caminho. No entanto, algumas quests podem ser feitas. Existe uma quest, onde você encontra uma sala secreta, dentro dessa sala existem personagens que representam os programadores do jogo. No subsolo do castelo de Baron, existe um inimigo, que, se for derrotado, pode ser invocado como aliado depois.

O protagonista desse capítulo é Cecil, um cavaleiro negro responsável por vários crimes em nome de seu reino, mas que se arrepende de seus pecados.
Os personagens de Final Fantasy IV fazem parte do primeiro elenco da série realmente memorável, todos são extremamente carismáticos e tem seus momentos marcantes.

Do lado da vilania temos Golbez um dos vilões mais odiados de toda a série. Ele acaba manipulando Kain para trair e tentar matar seu melhor amigo, Cecil.

Este foi o primeiro game onde os Chocobos tinham varias raças, os amarelos, corredores, brancos, que curam o MP e os negros, que voam. Foi também, o único a por 5 personagens por batalha ao mesmo tempo.

A versão americana foi extremamente criticada por sua tradução que tirou qualquer tipo de referência que pudesse irritar mães de jogadores mais novos, assim como facilitar incrivelmente o jogo.

Ele inicialmente seria lançado para o GBA mas foi lançado antes para o WonderSwan Color, que se mostrou muito limitado e nem a Square achava que o portatil suportaria rodar o jogo. Só agora FFIV veio para o GBA.



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Final Fantasy IV (conhecido como Final Fantasy II nos EUA) é um dos maiores clássicos do gênero. Com uma história surpreendente, uma ótima trilha sonora, e uma jogabilidade simples, revolucionou a indústria dos RPGs na data de seu lançamento.

Gráficos: Para a época, os gráficos do jogo não eram dos melhores. O jogo originalmente seria lançado para o Nintendo original,no entanto, foi tomada uma decisão que FF4 sairia para o Super Nintendo em vez do NES. A Square desesperadamente tentou atualizar os gráficos do jogo, mas como eles não tinham muito tempo para isso, o jogo meio que foi lançado "as pressas" (neste quesito) , os gráficos melhoraram com as devidas modificações, mas não tanto quanto eles esperavam. No entanto, ainda assim eram muito bons em comparação com os outros jogos de SNES da época.

Som: Se por um lado os gráficos do jogo não eram o ponto forte, já a parte sonora é impecável. Produzida pelo genial mestre Nobuo Uematsu, a música de Final Fantasy IV é adequada a cada situação no jogo. O tema principal "Theme of the Red Wings" é algo memorável, que logo de cara faz com que o jogador já entre no clima inicial da história. Algumas destas músicas garantem a emoção, como por exemplo a "Battle With the Four Fiends"


História: Poucos jogos possuem uma história tão envolvente como Final Fantasy IV. Reviravoltas na trama sempre acontecem em rpgs, mas em FFIV ela ocorre logo de início, o que acaba proporcionando um elemento extremamente positivo para o decorrer da jogatina. Em nenhum momento ela perde o foco e tende a apresentar as mais variadas situações clássicas do que caracterizamos como um verdadeiro épico. Em dados momentos, o jogador pára e pensa " E agora ? O que vai acontecer e o que aconteceu com x personagem" ou ainda " rant , essa cena foi rant " XD.

Jogabilidade: O jogo utiliza-se do sistema clássico de combate que foi empregado nos títulos anteriores da série. Não há inovações a se considerar.
Cada personagem possui uma habilidade única que pode ser usada nas lutas, mas não há a possibilidade de mudar a classe dos personagens.

Dificuldade: Elevada em comparação com outros rpgs do console. Um único level up pode fazer grande diferença nas batalhas, principalmente contra os bosses ou grupo de inimigos que surgem pra láda metade do jogo, em dungeons extensas, onde um único passo significa um encontro com monstros. Os melhores equipamentos exigem certas tarefas a serem cumpridas para a sua aquisição e as magias mais poderosas consomem muito MP, então o jogador sempre há de ser cauteloso antes de sair lançando Bolt4,Ramuh, entre outros ...

Personagens:

Cecil Harvey

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Cecil é o líder dos Red Wings, o exército do reino de Baron. Tendo sido criado pelo rei desde criança, ele é totalmente devotado a sua realeza. Infelizmente, por sua posição, Cecil é ao mesmo tempo respeitado e temido pela população em geral, e ele tem poucos amigos. Alguns deles são: Cid, o engenheiro de Baron, quem projetou as "caravelas voadoras do reino, e um soldado chamado Kain. Cecil também tem uma relação complicada com a maga Rosa, ele é de inicio uma pessoa muito "fria", que não deseja compartilhar suas obrigações militares com um amor que poderia prejudicar a si e a própria dama que luta para se aproximar do resoluto Dark Knight.

Cid Pollendina

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Cid é o engenheiro-chefe de Baron, o cérebro por trás da tecnologia das caravelas voadoras utilizadas pelos Red Wings. Ele mora com sua filha,construindo aeronaves para o rei, e é um dos amigos de Cecil.

Rosa Farrell

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Rosa é uma White Mage, ela estudou esse tipo de "magia do bem" , a fim de prestar ajuda a Cecil, seguindo os passos de sua mãe, que também se tornou uma White Mage para ajudar o pai de Rosa, um Dark Knight, como Cecil. Ela é apaixonada por Cecil, mas amargurada por não ter seu amor correspondido Ela é suave, gentil, e altruísta, dedicando sua vida a ajudar os outros.

Kain Highwind

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Kain é um Dragoon, uma divisão de soldados de Baron que segue os passos de seu falecido pai. Apesar de ter sido oferecida a chance de maior prestígio, tornando-se um Dark Knight, ele preferiu continuar o legado de seu pai. Ele é pragmático e prosaico, equilibrando a tendência de seu amigo Cecil para aprofundar as motivações do rei, para Kain, ordens são ordens. Kain também tem um certo carinho por Rosa, acompanhada de frustração com relação disfuncional de Cecil com ela. Ele é, no entanto, um amigo leal, e a sua sensibilidade é o que honra a memória de seu pai.

Rydia

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Rydia é uma criança precoce da aldeia de Mist, cujos cidadãos são treinados na rara arte da invocação mágica. Ela é jovem e inocente, mas tem personalidade e coragem, e possui a impetuosidade típica das crianças de apontar as falhas evidentes em adultos e agir inadvertidamente.

Tellah

Tellah é um velho sem muitas pretensões em relação ao mundo a não ser com a sua preciosa e amada filha, Anna. Ele é sábio mas um tanto ranzinza, que usa de seus poderes mágicos para compensar a sua já alta idade.

Edward Chris Von Muir

Edward é o príncipe de Damcyan e o herdeiro do trono após a morte de seus pais. Ele é frágil e carece de auto-confiança, mas a sua força é a música e o amor por Anna, filha de Tellah, o ancião.

Yang Fang Leiden

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Yang é um mestre do karatê e vive no reino subterrâneo de Fabul. Extremamente leal ao reino, ele se prova um valoroso e determinado companheiro durante a jornada de Cecil e seus amigos.

Palom

Palom é um aprendiz de mago na cidade de Mysidia. Ele é atrevido e malicioso como uma criança normal, mas também uma criança extremamente talentosa.

Porom

Porom, como seu irmão Palom é uma maga aprendiz da cidade de Mysidia. Ela é gentil, educada, responsável.Por muitas vezes toma a culpa para si a fim de proteger seu irmão, mas costuma repreendê-lo com freqüência por sua grosseria e atitudes irresponsáveis.

FuSoYa

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FuSoYa é um Lunarian, um antigo povo que habita a Lua. Ele desde tempos imemoriais aguarda a chegada de Cecil, pois algo muito importante o cavaleiro tem a desempenhar.

Golbez

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Golbez é a a pessoa por trás da súbita corrupção do rei de Baron. Muito pouco se sabe sobre ele no início da história, mas no decorrer da história sua importância no geral se equivale a de Cecil, a partir do momento que muitas questões em aberto vão sendo solucionadas. Razz


- Super Nes: Há duas versões no console, que é o FF4 e o FF4 EasyType que foi lançado posteriormente. Como o próprio nome sugere do segundo jogo, é uma versão mais light e com algumas armas adicionais. A tradução não é das melhores tanto pelo texto quando pelas abreviações de magias e itens por limitação de caracteres: meteo é o exemplo clássico.
Há um Patch com a tradução realizada por fãs que melhora e muito o jogo, e, em termos de texto, coloco como a segunda melhor versão para escolher.

- PS1: A versão presente no Chronicles é o FF4 EasyType do Snes, este com a mesma tradução lançada no Super Nes do jogo original. Assim como os outros ports, ele sofre do mal dos loadings mais demorados por causa da leitura de CDs à 4X do PS1. Não é uma escolha boa entre todos.

- GBA: Este não é um port, é um remake dando um ganho maior nos gráficos mesmo que não sejammuito grandes. Possui uma nova tradução mas seguiu como base a localização realizada pelos japoneses na versão original para Snes. É mais light que a própria versão EasyType do Snes assim como os outras versões dos FFs do GBA. O Downgrade no som é perceptivel, até pela comparação de hardware do Super Nes em relação ao GBA.

- NDS: Enfim um Remake significativo tanto nos gráficos, som, e, principalmente, na localização. Tom Slattery ficou a cargo da tradução, este, que é o bam-bam-bam no momento, e com justiça, já que o trabalho dele é impecável. Inclusive, se você entrar lá no mundo inferior na sala secreta e clássica dos desenvolvedores, dá para bater um papo com ele e ter uma explicação dos principais erros cometidos nas traduções anteriores. Como marca registrada, o Spoony Bard ficou intacto mesmo não sendo a melhor tradução. O que eu realmente não gostei nessa versão, é a inserção de um novo Eidolon da Rydia deste o começo do jogo interferindo na história, o qual gosto de chamar de "Zé Gotinha". Pra mim, remake tem que respeitar sempre o original em sua história e dar ênfase somente na melhoria dos gráficos e sons, e, como no caso, o texto. Mas, isso é somente uma preferência pessoal. Tirando a parte do Eidolon, provavelmente seja um dos melhores remakes já feitos. Claro, o Zé Gotinha é mais cisma minha do que qualquer coisa, e há um plus neste em relação a todos os outros que é a dublagem.

- PSP: Terceiro Remake. Estranhamente, mesmo sendo o último lançado, ele recebeu a tradução do GBA e não do NDS. Alguns dizem que seria algo voltado à algum contrato entre Nintendo e Square Enix, mas nunca foi dito oficialmente o porque da escolha.
Enquanto o DS foca em gráficos 3D nas batalhas e alguns cenários, O PSP foca no 2D até para aproveitar a engine utilizada no remake do Final Fantasy II usada no proprio portátil. Claro, mesmo em 2D os gráficos ficaram muito bons e além do 2º FF. Tem o After Years juntamente do jogo, o que dá um plus caso queira jogar. O que realmente não gostei foi a janela dos textos e a proporção dos mesmos:



Se for um hardcore, a versão do Super Nes é a mais difícil. Se for pela aparência, DS tem seus gráficos em 3D tanto em batalha quanto world map bem bonitos para o padrão do portátil e a dublagem, além do melhor texto. PSP tem gráficos mais nitidos mesmo em 2D, até por ter sido lançado 4 anos depois para um hardware mais forte e o After Years que segue o mesmo padrão. Graficamente o PSP e NDS tem suas diferenças mas os dois atendem perfeitamente o que o hardware dos portáteis têm a oferecer.


DS x Snes


DS


Créditos: rpgmaster e Daniel Z


Última edição por djcoston em 27/06/12, 01:41 pm, editado 3 vez(es)
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Final Fantasy V

Mensagem por djcoston em 02/06/12, 05:06 pm



Lançamento original:
06 de dezembro de 1992
Plataformas:
Super Nintendo, Playstation e Game Boy Advance

Foi o primeiro Final Fantasy a implantar o uso de Kanjis (escrita japonesa). Antes dele, todos os jogos da série usavam o alfabeto Hiragana por causa da limitação de espaço pros personagens. O jogo está para ser lançado para Game Boy Advance, ainda em 2006. O anime Final Fantasy: Legend of the Crystals serve como uma seqüência dos eventos do jogo.

O sistema de jobs está mais presente do que nunca em FFV, com diversos jobs, onde você podia trocar a qualquer momento que quisesse para outro job qualquer. No total eram 22 jobs. Conforme a história ia avançando, novos jobs iam sendo habilitados. Uma forma separada de experiência foi adicionada, o ABP foi criado para o desenvolvimento do level de cada job. O sistema de luta usado foi o ATB, agora pela primeira vez com uma barra onde o tempo poderia ser visto.

O jogador tem a chance de personalizar cada guerreiro com as perícias desejadas. O sistema foi tão apreciado que pedaços dele estão presentes nos episódios VI, VII, IX , X, XI, além de ser reproduzido na íntegra em Final Fantasy Tactics e Tactics Advance.
Com um elenco pequeno, o quinto jogo apresenta seus protagonistas logo no início do jogo.

Originalmente, esse jogo estava com lançamento previsto para os EUA na forma de Final Fantasy III, mas a sexta versão estava muito próxima de ser lançada o que dividiria o trabalho dos tradutores.
Depois a SquareSoft tentou relançar o jogo nos EUA com o título Final Fantasy Extreme em 1995, mas foi cancelado porque a Square não queria atrasar o lançamento de Chrono Trigger e também porque julgavam que o público americano não iria gostar de ver um jogo pior que FFVI. Em 1997 a Eidos se prontificou na produção do jogo para PC caso FFVII vendesse bem, o jogo seria feito pela Top Dog Software e seria vendido a um custo baixo, mas o projeto foi cancelado por motivos desconhecidos. Somente em 1999 ele seria lançado no ocidente para o Playstation.

Trazendo quatro personagens para as batalhas, o jogo conta a história de Bartz e seu amigo Boko que encontram um meteoro que caiu no planeta. Chegando no local eles conhecem Reina,uma princesa que está atrás de seu pai, e Galuf, um velho que perdeu a memória.

No decorrer da trama eles conhecem Faris, o líder dos piratas que se torna parte da equipe e desenvolve um papel fundamental durante o jogo. Juntos, eles partem para encontrar o pai de Reina, o rei Tycoon que foi em busca do motivo pelo qual os ventos pararam.

Este game foi avançado demais para ser lançado no Wonderswan Color. Foi também o primeiro a botar chefes opcionais mais fortes quanto o chefe final, eram eles Omega e Shinryu.


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Final Fantasy VI

Mensagem por djcoston em 02/06/12, 05:07 pm



Lançamento original:
02 de abril de 1994
Plataformas:
Super Nintendo, Playstation e Game Boy Advance

Um dos enredos mais épicos, ousados e bem feitos da Squaresoft. FFVI foi um dos jogos da saga que mais marcaram o jogador através de um elenco de protagonistas com personalidades sinceras e bem trabalhadas.

Foi dirigido por Yoshinori Kitase e Hiroyuki Itou, músicas por Nobuo Uematsu e design de personagens por Yoshitaka Amano.

Final Fantasy VI foi o terceiro jogo da série a ser lançado nos EUA. Como resultado disso, o jogo ficou conhecido no ocidente por Final Fantasy III. Várias mudanças aconteceram na versão americana, inclusive censura de gráficos femininos e linguagem inapropriada. Ele foi o último jogo da série a ser lançado para Super Famicom, um remake de FFVI foi lançado para Playstation anos depois em versão americana, agora com o número certo, FF VI .

Segundo a história do jogo, um Império bélico está tentando ressuscitar a magia dos deuses, extinta há 1000 anos depois da guerra dos Magi. O imperador Gestahl encontra uma garota capaz de utilizar poderes místicos. Com a ajuda do ladrão Locke, a garota escapa do Império e, juntos, com o grupo rebelde Returns, travam um conflito arrasador contra o império de Kefka que se torna o grande vilão após sua traição.

Essa é sem dúvida uma das maiores tramas da série Final Fantasy, Kefka é um dos vilões mais amado ou odiado dos fãs, muito antes do queridinho Sephiroth dar as caras.

Final Fantasy VI foi o começo de uma era em que Final Fantasy passou a ter enredos cada vez mais cinematográficos e sérios. Foi aqui que futuros gênios da empresa tiveram mais destaque, Tetsuya Nomura começou a criar personagens mais ativamente a partir de FFVI, ele criou Setzer e Shadow.

Os temas adultos da sexta versão não são poucos. Cada personagem tem sua história, personalidade, fraquezas e virtudes. Eles amadurecem claramente durante o jogo à medida que encaram seus medos pessoais e encontram as respostas que procuram. Em FFVI, temas como genocídio, solidão, moral, suicídio e a esperança frente ao fim do mundo são abordados constantemente e enriquecem ainda mais o enredo.

FFVI foi o jogo que implementou a novidade de trocar de personagens ativos durante as batalhas.
e também estreou o Limit Breaker, em que o personagem que estivesse morrendo poderia ter a possibilidade realizar ataques arrasadores.

Ele ia ser lançado para o PC pela Eidos, mas a empresa rompeu com a Square. Novamente, a Square queria lançar para GBA por que o WonderSwan Color não agüentaria. Eita portátil chato.


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Final Fantasy VII

Mensagem por djcoston em 02/06/12, 05:07 pm



Lançamento original:
31 de janeiro de 1997
Plataformas:
Playstation e PC

A Nintendo teima em continuar com os cartuchos, difíceis de programar, e a Square acaba rompendo com ela, abandonado o projeto de FFVII para o N64 e trazendo-o para o videogame de sua nova aliada, a Sony. Agora em 3D, a série assume uma postura mais contemporânea mostrando mundos mais distantes do medieval e dando novo fôlego ao roteiro dos jogos. Visando fazer enredos mais cinematográficos e trazer enredos de nível comparável aos da animação japonesa na época, o Caracter design da série mudou de Amano para Tetsuya Nomura.

Foi o primeiro FF a ser desenvolvido para Windows também. Virou um sucesso de critica e público, fazendo com que a série se tornasse a partir daí, mundialmente famosa. Depois de FFVII, todo jogo ganhou uma versão americana e com os números certos, de acordo com o a numeração original japonesa. A versão para PC foi publicada pela Eidos, e a versão para Playstation lançada pela Sony foi bastante criticada por conter vários erros gramaticais. A versão para Windows usava a mesma tradução, no entanto, vários erros foram corrigidos.

O sistema de jogo utilizou o bom e conhecido ATB. Mas a inovação ficava por conta mesmo das chamadas Materias. Esferas mágicas que continham poderes. Você era capaz de equipar no seu personagem dando a ele certas magias ou habilidades, o sistema era tão incrível e complexo ao mesmo tempo, que inúmeras combinações de Materias eram possíveis, fazendo com que os fãs passassem horas desenvolvendo estratégias. O Limit Breaker também se aperfeiçoou, ganhou leveis e ao invés de só ser atingido quando o personagem está morrendo, ele ganhou uma barra própria, quando aquela barra enchia, você estava pronto para usar seu Limit Breaker. As summons foram outro grande marco do jogo, antes disso, as summons eram legais, fortes, mas nada mais, a partir de FFVII elas acabam ganhando cada vez mais importância na série, e cada Summon usada é uma apresentação cinematográfica que surge na tela. O grande sucesso dessas magias influenciaria completamente a história de FFVIII e FFIX.

A versão americana ganhou adicionais, elementos que não existiam na japonesa, entre os add-ons mais famosos estão o Ruby Weapon, Emerald Weapon e a possibilidade de lutar com Diamond Weapon. Devido ao sucesso de Emerald e Ruby, foi lançado no Japão Final Fantasy VII Internacional. Com as mesmas alterações da versão americana, e ainda um quarto CD com bônus sobre jogo.

FFVII da ênfase apenas aos poucos protagonistas, reservando aos outros personagens jogáveis um papel um pouco menos importante, apesar disso o jogo traz um dos vilões mais sensacionais da saga: Sephiroth, o guerreiro mais forte do planeta que ostentava megalomania e ambições divinas.

O jogo conta a história de Clud Strife, um ex-Soldier que se torna um mercenário trazido por sua amiga de infância Tifa Lockheart aos membros da AVALANCHE, liderados por Barret Wallace.

Juntos, eles buscam destruir os planos da corporação Shinra, na qual têm como principal objetivo absorver com seus reatores a energia Mako. Essa energia é a fonte vital do planeta e de seus seres vivos.

Em meio a essa disparidade entre as duas organizações, surge Sephiroth, um outro Soldier da primeira classe que descobre ser fruto de experimentos e enlouquece. Sephiroth busca invocar a magia Meteor para destruir o planeta com o intuito de que toda sua energia seja acumulada em um único ponto para que ele consiga concentrá-la em si mesmo. Em contrapartida temos Aeris , uma garota descendente dos Cetras, e a única capaz de criar a magia Holy para enfrentar a magia Meteor. FFVII traz um enredo extremamente bem feito, abusando de complexidade e crises de identidade bem planejadas. FFVII é considerado também como um dos mais marcantes pela tragédia que envolve o fim do primeiro CD, a morte de um dos personagens principais. Há muitas curiosidades sobre isso, no inicio o game só teria 3 personagens e os produtores estavam em dúvida se seria Aeris ou Barret o personagem a morrer, até que em uma conversa de telefônica entre Nomura e Kitase, foi decidido qual seria o mártir.

Inicialmente FFVII seria relançado para o PS2 junto com FFVIII, mas esse projeto foi cancelado.


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Final Fantasy VIII

Mensagem por djcoston em 02/06/12, 05:07 pm



Lançamento original:
11 de fevereiro de 1999
Plataformas:
Playstation e PC

O oitavo jogo aposta pesado nos gráficos realistas e acaba com o estilo super deformado que caracterizava a série.

Enquanto as motivações dos personagens são mais trabalhadas individualmente, suas histórias acabam apelando muito pouco por sua simplicidade e mais naturalidade, eles agem como pessoas normais de acordo com suas personalidades e não são influenciados por tragédias e crises existenciais. Em contra-partida romance entre Squall e Rinoa é bem concebido e emocionante.

Foi o segundo Final Fantasy a ser lançado para o Playstation e o segundo lançado para Windows.

Treze semanas após o lançamento, Final Fantasy VIII já havia rendido 50 milhões a Square, sendo o Final Fantasy a vender mais rápido de todos os tempos. Ele vendeu mais de 8 milhões de cópias no mundo, tornando-se o segundo Final Fantasy mais vendido, depois de Final Fantasy VII que já teria vendido mais de 10 milhões. FFVIII foi votado como vigésimo segundo melhor jogo pela revista Famitsu no Japão.

O sistema de jogo mudou praticamente tudo que se conhecia por Final Fantasy. Não existia mais MP, as magias agora eram como itens praticamente, os limit breakers mudaram, a experiência das lutas também, o level dos inimigos mudaria, as summons ficaram mais bem trabalhadas do que nunca fazendo parte essencial do roteiro. A luta ainda usava o ATB, mas agora aqueles menus que tínhamos antes nas lutas deram espaço apenas a barra do ATB e ao HP e nome do personagem. O menu de jogo ganhou cores totalmente cinzas, sumindo com a foto dos personagens, que só apareceriam na opção Status.

As lutas agora tinha um sistema único, o sistema de Draw, onde você podia roubar magias dos inimigos, um sistema bastante inovador, mas cansativo e alvo de muitas criticas. As mudanças não param por aí, outro sistema de jogo era o Junction, no qual você equipava magias nos personagens, uma para cada status, fazendo melhorias em cada um. O sistema de junction permitia que você ganhasse resistência a elementos, os absorvesse, ou fosse fraco a eles, também obrigava cada jogador a aprender sobre a função do status, que até então, aumentavam automaticamente e ninguém então procurava saber pra que servia LUCK.

Os inimigos agora acompanhavam o level de seus personagens, se você era level 10, os inimigos e os chefes, seriam do mesmo level. Isso era bastante inovador, e fazia com que, mesmo no final do jogo, inimigos como o Tiranossauro fossem difíceis de enfrentar. O sistema de dinheiro também mudaria, não se ganhava mais dinheiro após as lutas, mas sim através de um salário que você ganhava da SeeD, para aumentar o salário era necessário fazer testes. Muitas pessoas que não sabiam administrar o dinheiro ou simplesmente fazia todos os testes logo de inicio tinham problemas com dinheiro em FFVIII.

Em FFVIII era possível andar de carro pelo mapa e trem, pode parecer estranho, mas era até divertido andar de carrinho por aí. O sistema de armas também mudou nesse jogo da série, você não comprava mais suas armas em lojas que COINCIDENTEMENE vendiam exatamente as armas que cada personagem precisava. Você agora precisava juntar itens, e fazer “upgrades” em suas armas, a variedade de armas não é muito grande, mas pode apostar que o visual de cada uma vale a pena.

Final Fantasy VIII também criou os minigames na série, a partir daí cada jogo da série contaria com um minigame principal. Em FFVIII o jogo de cartas triple triad foi o pioneiro.
Três personagens se destacam nos quatro CDs do jogo: Laguna e seus dois companheiros Kiros e Ward. Eles aparecem de forma misteriosa aos protagonistas através de sonhos onde suas historias cômicas e trágicas são contadas. O vilão Seifer não chega aos pés de Kefka ou Sephiroth mas também mostra características bem interessantes, rivalizando do inicio ao fim com Squall..

Esse jogo foi também o primeiro a receber uma música tema cantada, lançada como single no Japão para divulgar o jogo, a Eyes On Me. Ela e a ópera em latin, Liberi Fatali ajudaram a fazer de FFVIII um dos jogos da série com a trilha sonora mais cultuada pelos fãs. Vale lembrar que FFVII já apresentava uma Opera em latin e até Final Fantasy VI tinha uma musica cantada reproduzida em Mode7.

Na história, Squall Leonheart é aluno da Balamb Garden, uma escola em forma de aeronave que treina guerreiros para enfrentar as mais diversas situações e inimigos. Cada guerreiro passa por um teste de graduação para se tornar membro do grupo de elite chamado SEED. Squall é rival de outro aluno que treina junto com ele, Seifer, a ambos são especialistas com Gunblade, umas espécies de espada-revólver. Seifer, por ter um certo ódio de Squall, une-se a Edea, uma feiticeira que está sendo controlada pela bruxa Ultimécia, vilã do jogo.

O herói tímido conhece Rinoa, líder dos Fores Ows, uma organização da cidade de Timber que tenta se livrar de Galbadia. Juntos além de desafios e situações da mais variáveis, os dois acabam tendo um romance nunca antes abordado assim em um Final Fantasy.

Havia planos para FFVIII ser relançado para o Playstation, mas o projeto foi cancelado.


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Final Fantasy IX

Mensagem por djcoston em 02/06/12, 05:07 pm



Lançamento original:
07 de julho de 2000
Plataformas:
Playstation

Desenvolvido ao mesmo tempo em que o oitavo o jogo e por outro estúdio da Square, FFIX quase não recebeu o nome “Final Fantasy”. FFIX traz de volta Amano como Caracter Design e apostando na antiga mitologia dos primóridos da Square revivendo a nostalgia dos rpgs medievais, um dos exemplos disso são figuras como o antológico Mago Negro na forma de Vivi Ornitier. Final Fantasy IX trouxe de volta elementos que já estavam na saudade de muitos fãs da série como os personagens em SD. Quem conheceu FF na série Playstation costuma considerar esse o FF mais fraco, mas os fãs de longa data puderam reviver o ambiente medieval em gráficos completamente 3D.

O sistema do jogo é bastante simples, com alguns elementos de Final Fantasy IV perceptíveis. Uma das inovações seria a combinação de ataques entre o personagem Vivi e Steneir, fazendo ataques mágicos de espada. As magias de Black Mage de Vivi atingiam a espada de Steneir provocando um poderoso ataque mágico. A única coisa ruim do jogo talvez seja o fato de que, se você quer um personagem black mage, você TEM que usar o Vivi, ou um Dragooner, tem que ser Freya. A customização de personagens fica bastante limitada. No entanto as combinações das habilidades podem fazer cada personagem ser único. Você podia comprar armas nas lojas, ou fazê-las através de itens, igual a FFVIII. Cada arma tinha habilidades dentro dela que poderiam ser ganhas conforme você lutava. Após adquirir a habilidade, você poderia usá-la sem precisar da arma.

O sistema de Limit Break deu espaço ao Trance, é quase a mesma coisa, com a diferença de que seu personagem ganhava uma cor meio rosada, e suas roupas enrijeciam. Como chapéu de Vivi caído ficava err.... duro...

Ele trouxe outra inovação o Active Time Events, ATE. Com isso você podia ver o que estava acontecendo com outro personagem enquanto acontecia algo ao mesmo tempo com o personagem pricipal. É bastante interessante, mas meio inútil, tirando as situações cômicas dos personagens muitas vezes em que se podia vê-los, uma vez que a maioria dos ATE eram opcionais.

Havia também um sidequest bem maluco, o Mognet, você servia de carteiro para os Moogles que supostamente já eram carteiros. É uma side quest do jogo para aqueles que adoram ficar horas para completar tudo do jogo, esse era um dos desafios, encontrar todos os mogs e entregar suas cartas.

Final Fantasy IX apela principalmente para a platéia nostalgica, que reconhecerá diversos temas antigos da série (moogles, magia azul, magos brancos e negros, ambiente medieval, entre tantos outros).

Sem uma campanha de marketing forte FFIX teve um desempenho fraco nas vendas. O lançamento do esperado Dragon Quest VII pode também ser considerado uma das razões de 'apenas' dois milhões de unidades vendidas. Mas a verdade é que a Square não queria um sucesso de vendas nem impressionar os jogadores como fez com FFVII e FFVIII. FFIX foi um “presente” aos fãs por parte da Square, um projeto que acabou indo para frente por diversas circustancias, levando o nome Final fantasy, e se despedindo da era 32 bits.

O game conta a história de Zidane, um ladrão do grupo Tantalus que trabalha para o Reino de Lindblum.

Junto com o seu grupo, Zidane recebe a missão de capturar a princesa Garnet do Reino de Alexandria. No entanto, capturá-la não chega a ser uma tarefa complicada porque Garnet está tentando fugir do castelo.

Ao lado da princesa temos Steneir, o fiel cavaleiro. Depois se juntam ao grupo o Black Mage Vivi que busca respostas de sua origem, a White Mage e Summoner Eiko, e ainda Amarant, Quina e Freya. Dessa vez o vilão é Kuja, um aliado da rainha de Alexandria e mãe adotiva de Garnet que buscam o controle total dos reinos.

Na medida em que o jogador avança no jogo, Zidane descobre sua origem e a raíz do mal no mundo, na forma de Kuja. Ele estava manipulando a rainha para destruir não apenas Zidane, mas todo o planeta, para que assim pudesse acabar com os planos bastante maníacos de seu criador Garland.

Semelhante a FFVII e FFVIII, FFIX também seria relançado para o Ps2, mas como já dito, o projeto foi engavetado.


Última edição por djcoston em 02/06/12, 05:59 pm, editado 2 vez(es)
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