Diários de uma aventura 6 - Chrono Trigger

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Diários de uma aventura 6 - Chrono Trigger

Mensagem por Daniel em 10/07/15, 07:31 pm


Havia deixado uma promessa aos garotos de também fazer um diário, já que eles, @MrLinx, @Saint Rafael, @Whitewolf, abriram a porteira com tópicos sensacionais de grande qualidade Smile

Fiquei pensando nos últimos dias qual jogo escolher, e vários me vinham à mente. Os mais críticos que me fizeram fazer uma grande disputa interna, foram #ShiningForce3 do Sega Saturn, #ChronoTrigger do Snes, #ChronoCross, #TheLegendOfDragoon, e #VandalHearts do PS1.

Coloquei bastante peso a considerar mais o Trigger por ser um jogo que já joguei bastante, tem um gameplay menor em relação aos outros, e que possuo mais informações disponíveis, também.

Não necessariamente penso em seguir um let's play, e como já é um game que conheço bastante, pretendo fazer algo mais analítico sobre as escolhas e os impactos que isso afeta o gameplay durante a história, e como podemos trabalhar esses conceitos em um ponto de vista mais crítico.

Provavelmente, fique muito nóiado, e nem sei se dará certo, so I've decided to give it a shot.
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Daniel

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Re: Diários de uma aventura 6 - Chrono Trigger

Mensagem por Daniel em 10/07/15, 07:32 pm




#ChronoTrigger inicia com um pêndulo balançando repetidamente na tela, que gradualmente vai perdendo força até finalmente parar totalmente. O título então emerge junto ao pêndulo. Essa imagem tem uma importância especial, porque, mais a frente como vamos descobrir, o ponto central do jogo, um item chamado de Chrono Trigger, tem o efeito de literalmente parar o tempo. Este não é o método habitual de viagem que temos durante o jogo, de fato, é uma ocorrência de uma só vez que dá sentido a esta tela de título.




Nossa apresentação ao Crono e seu mundo é bem direto para um RPG. Iniciamos com uma visão sobre sua vila, seguido do toque de um sino e sua mãe abrindo a janela do quarto. Ela explica que o som é do sino de Leene. Um pouco mais tarde, diz para o Chrono que está ocorrendo a feira do reino, e que ele deve se encontrar com sua amiga Lucca. Com essa simples apresentação, saímos de sua casa, e então iniciamos os movimentos no jogo.




Quando Chrono visita a feira, ele acaba esbarrando com uma garota na frente da estrutura que sustenta o sino do reino, fazendo com que a garota perca momentaneamente seu pingente. Nesse exato momento, o sino toca. Como descobrimos ao conversar com os cidadãos na feira, é dito que quem escuta o sino tocar, terá garantido a felicidade e uma vida interessante. Crono, educadamente, devolve o pingente à garota. Ela se apresenta com um pouco de hesitação como Marle, e junta-se ao Crono para passear pela feira.

Após visitarem muitas exposições, os dois seguem para a exibição de sua amiga Lucca, onde veem sua mais nova invenção, chamado "telepod", que pode teletransportar pessoas a uma curta distância. Crono torna-se voluntário para experimentar a máquina, e o teste é bem sucedido. Marle ao ver Crono, também quer tentar. No entanto, seu pingente reage de forma estranha, e um portal azul é aberto, sugando Marle para dentro dele. O mesmo se fecha e Marle desaparece junta a ele, restando na área de exibição, apenas seu pingente. O público que assistia a demonstração, foge assustada, e o pai de Lucca se pergunta o porquê de isso ter ocorrido. Crono decide ir atrás de Marle, e segurando seu pingente, solicita à Lucca para que ative novamente a máquina, e então mais uma vez, o portal azul aparece, levando nosso herói ao inicio de sua jornada.




O plano de Crono funciona e ele é transportado para um local muito similar ao reino de Guardia, mas no momento de sua chegada às vilas da cidade, estranha os modos e falas de seus residentes, e logo descobre que está no ano de 600 A.D, 400 anos antes de sua época. Ao visitar o castelo de Guardia, encontra-se com a rainha do reino, que é muito parecida com Marle, e que acaba o convidando para ficar, anunciando que ele, a havia resgatado. Aparentemente, ela estava perdida, e Crono sem entender a situação muito bem, acaba seguindo a rainha, e então descobre que ela é a própria Marle.
Por algum motivo, Marle parece muito com a rainha Leene (que é quem teve seu nome homenageado no sino de Guardia) que está desaparecida, e com isso conseguiu se passar pela rainha. Marle parece feliz, mas no meio da conversa com Crono, ela desaparece novamente.




Felizmente, Lucca aparece para explicar que Marle caiu em um grande paradoxo. Ela é a atual princessa do reino de Guardia do ano de 1000 A.D, Nadia. Ela estava se passando como uma garota normal para aproveitar a feira. Isso faz dela, descendente de Leene. Por causa da Marle estar se passando por Leene, as buscas por seu desaparecimento foram canceladas, e com isso mudou a história, fazendo com que ela nunca fosse encontrada e sua linhagem real não ter prosseguido, acarretando no desaparecimento de Marle também. A partir disso, Crono e Lucca partem para encontrar Leene.




Com poucas pistas sobre o paradeiro da rainha, Crono e Lucca acabam na catedral do reino, onde encontram o broche de corais de Leene. Após o achado, as freiras começam a mudar seu comportamento, e revelam suas verdadeiras formas de monstros e atacam a dupla. Após acharem que já haviam acabado com todos os monstros, eles são salvos de uma emboscada por um ser bípede, que ao mesmo tempo tem forma humana mas rosto, pele e toda aparência de um sapo. Lucca, inicialmente é contra a idea de se aliar ao sapo, mas acaba cedendo e concordando que ele irá ser de grande ajuda, embora tenha medo de sua aparência. O estranho cavaleiro não diz o seu nome, e apenas diz que podem chamá-lo de Frog por agora. Nesse momento, gostaria de apontar que já por uma segunda vez, um personagem que se alinha à Crono, prefere dar um nome falso à permitir que saiba seu verdadeiro nome. Frog é um cavaleiro portador de espadas longas, e como estamos simbolizando a idade média, seu dialeto compõe muito bem o personagem, que utiliza do inglês arcaico para se manifestar.
Os três aventureiros encontram nas profundezas da catedral, um templo dedicado a Magus, um personagem vil dessa época que traz medo a todos os residentes do reino de Guardia. Magus é o líder dos Misticos, inimigos da grande e atual guerra contra o reino. No caminho pelo templo, eles encontram monstros que conseguem replicar a aparência do rei e da rainha, assim como fizeram com as freiras pouco antes, que tentam convencer eles que sua missão está concluída e que já podem partir.







Os três acabam derrotando Yakra, que se descobre ser um monstro a serviço de Magus que estava se passando pelo chanceler do reino de Guardia. Foi ele quem capturou Leene. Após seu resgate, Leene agradece a todos, mas Frog culpa a si mesmo pelo rapto da rainha e acaba deixando o reino, fazendo referência às habilidades de Crono e como ele irá progredir muito se continuar com um forte treinamento. Marle reaparece e comenta que durante o tempo que houvera desaparecido, esteve em um lugar solitário, escuro e frio. Menciona que sentia como se fosse morrer. Lucca a confronta com sua verdadeira identidade como princesa, e Marle argumenta que se houvesse dito à Crono sobre sua realeza, ele não deveria ter aceitado a ficar em sua companhia na feira.
De volta ao portal, localizado no bosque em 600 A.D, Lucca explica que conseguiu desenvolver um dispositivo que pode desbloquear os portões de viagem pelo tempo. Ela não sabe, no entanto, explicar por que da existência destes portais em primeiro lugar. O dispositivo funciona, e os três retornam para o reino de Guardia em 1000 A.D. Marle quer que Crono a leve para o castelo, e ele acaba concordando. Quando os dois chegam, no entanto, o Chanceler ordena para os guardas reais prenderem o Crono. O herói é acusado de raptar a princesa e será julgado por ter cometido esse crime contra a realeza.



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Re: Diários de uma aventura 6 - Chrono Trigger

Mensagem por Daniel em 10/07/15, 07:33 pm



Crono não possui diálogos no jogo, identificando um estilo bem conhecido em jogos como Dragon Quest, onde o personagem interage por emoções, colocando a quem joga em seu ponto de visão. Ele claramente fala no mundo do jogo, mas o jogador não presencia suas linhas. Em uma perspectiva de narrativa, ele é um herói com todos os essenciais modos de interação: ele faz escolhas; ele lidera o enredo; resolve os problemas e batalhas. Crono, no sentido Sartreano, possui a existência que precede a essência, pois como o próprio filósofo explica, o homem primeiro existe, depois se define. Naturalmente, minha relação é como o personagem vai vivenciando pelo enredo a sua existência e progresso de perfil. Embora saibamos muito cedo sobre Lucca e seus pais, sobre o próprio reino, e as facetas da princesa em tentar, por se disfarçar por outro modo, viver em um mundo diferente do que conhece no reino para fugir de seu mundo, Crono temos apenas a imagem de um garoto protegido pela mãe, aparentemente, que vivem juntos em uma pequena casa periférica ao reino.
Um herói deve possuir certas qualidades, mas elas, certamente não são o que definem ele, e nesse caso, acho muito soberbo a forma com que vamos evoluindo no jogo junto da sua formação de personagem.
1000 A.D. enquanto não tão transparente como Crono, é muito familiar a nós, e acabamos por nos identificar aqui. As pessoas dessa época são bem parecidas conosco, principalmente àqueles da década de 90 quando o jogo foi desenvolvido. Suas falas são naturais a nós, possuem algumas máquinas que suprem certas inconveniências, embora pequem na tecnologia que hoje presenciamos.




O toque do sino anuncia o encontro de Crono e Marle, indicando o início da aventura para os jogadores. O encontro dos dois, atua como se fossem destinados, e o sino age como um simbolo da aventura que o destino separou a eles. Em 15 minutos de jogo, o jogador terá viajado ao passado para reescrever a história da rainha Leene, e lá, nós podemos ver o sino sendo construído em 600 A.D na casa do ferreiro. Uma lembrança importante, é que quando Marle reencontra com Crono no passado, ela diz que tinha a certeza de que os dois se reencontrariam novamente, mesmo em uma outra época. O fato dos dois mal se conhecerem, e terem ficado poucos minutos juntos, também pode ser considerado na questão de destino trazido nesse momento.  Em um dos finais do jogo, o sino está sendo rebatizado pelo descendente do ferreiro e o rei de Guardia em 1000 A.D e cada um dos personagens seguem um após o outro em direção a este, despedindo-se no portal. O que inicialmente marcava um encontro do destino, neste final, também acaba tornando-se um memorial da mudança do mundo nas escolhas dos protagonistas, e o final de sua jornada juntos.
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Re: Diários de uma aventura 6 - Chrono Trigger

Mensagem por Saint Rafael em 10/07/15, 08:40 pm

Isso aí,Daniel.
Manda ver que esse clássico é um regaço.
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Re: Diários de uma aventura 6 - Chrono Trigger

Mensagem por Daniel em 10/07/15, 08:47 pm

Valeu, @Saint Rafael Smile
Quando voltares com a jogatina, também faça mais diários.
O Seu do Secret of Stars é um dos grandes tópicos aqui do fórum
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Re: Diários de uma aventura 6 - Chrono Trigger

Mensagem por vico em 11/07/15, 12:14 am

Ainda bem que o @Daniel seguiu o baile... Parei de atualizar o tópico da série Sad

Também, tinha desanimado com a comunidade fã e com os haters (espiando pra cá inclusive) que acabei parando de atualizar.

Vou ver se atualizo colocando um link pra esse tópico aqui na seção do CT... bem mais explicado! Parabéns!
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Re: Diários de uma aventura 6 - Chrono Trigger

Mensagem por Whitewolf em 11/07/15, 10:00 am

Muito bom o diário, parabens @Daniel, esse jogo deve render uma otima aventura, comecei uma vez ate mas me perdi e acabei largando, assim como o do @MrLinx, irei seguindo de longe pra não ver spoilers alem da parte que ja fui.
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Re: Diários de uma aventura 6 - Chrono Trigger

Mensagem por Omni em 11/07/15, 02:01 pm

Quando vejo alguem falando de Chrono Triguer me faz lembrar na epoca de muleque hehe, primeiro rpg que joguei na vida e um dos que joguei diversas vezes.Só de comentar ja da vontade de jogar, é algo que não enjoa mesmo mesmo.

O jogo em si tem muitas curiosidades, uma delas é nesse periodo de 400 anos,se comenta que no ano de 600 A.D o mundo ta em guerra e a princesa ta perdida, ja no ano de 1000 A.D vemos um mundo que aparenta ta em paz e a propria existencia da Marle mostra que conseguiram solucionar o problema do raptor da princesa.Tem certas coisas que sabemos que se fizermos no passado podem influenciar o futuro mas nesse caso, vemos que as coisas fluíram naturalmente.

Mas boa iniciativa @Daniel , no caso desse topico da pra acompanhar mais de perto ja que joguei o game =D
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Re: Diários de uma aventura 6 - Chrono Trigger

Mensagem por Daniel em 11/07/15, 10:56 pm

Valeu, pessoal Smile

@vico, pode postar sem problemas.
E se tiveres algo que tenha saído errado no texto que você venha a perceber, pode informar sem problema nenhum.

@Whitewolf, esse é um belo jogo e com certeza merece uma jogatina futuramente, então nem pegue os spoilers pois estragaria sua jogatina

@Omni, eu também tenho ótimas recordações da época de infância com o Chrono.
Lembro que cheguei a comprar o cartucho original do jogo, que provavelmente tenha sido um dos poucos no super nintendo, o resto era tudo de camelô, hehe. Impressionante como esse jogo não envelhece de forma ruim, e todos os quesitos continuam ótimos.
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Re: Diários de uma aventura 6 - Chrono Trigger

Mensagem por MrLinx em 12/07/15, 09:01 am

Caramba @Daniel, ficou realmente excelente, parabéns cara. bow

É interessante como os personagens dos videogames conseguem nos passar suas emoções e sentimentos apenas com uma "atuação teatral muda", como é o caso de Chrono Trigger. A representação do sino também é algo que realmente marca, algo que a gente não esquece no jogo.

Joguei bastante o jogo a alguns anos atrás mais não terminei e pra falar a verdade nem lembro muito da história, então também não lerei tudo porque tenho que zerar esse clássico incrível.

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MrLinx

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Re: Diários de uma aventura 6 - Chrono Trigger

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